Nesse ponto, incluem-se a falta de regras para a realização de debates e a desinformação, tratada de forma diferente conforme a recepção que tenha pelo Judiciário. Segundo o relatório, os observadores realizaram diversas Superpix Cassino reuniões e acompanharam a verificação da autenticidade do software das urnas eletrônicas, a impressão e verificação da “zerésima” em diferentes seções eleitorais, bem como a realização dos testes de integridade. A organização definiu como "particularmente preocupante" a circulação de informações falsas e enganosas a respeito das eleições e ataques infundados ao sistema eleitoral, por mais que os partidos e instituições tenham se esforçado no combate a desinformação. A missão menciona ainda que as semanas que antecederam a eleição foram "marcadas pela disseminação em massa de informações falsas".

Os observadores destacam a tendência de declarações públicas proferidas por chefes de Estado de outros países com processos eleitorais em andamento. A missão descreveu a campanha como marcada por “tensão e forte polarização política”, judicialização e narrativas de desinformação destinadas a gerar desconfiança sobre a integridade do sistema eletrônico de votação. A organização cita principalmente decisões relacionadas às regras sobre desinformação e à realização de debates, que, segundo o documento, introduziram “distorções no desenrolar natural da campanha e condições de incerteza jurídica para os atores do processo”. Segundo a missão, decisões tomadas individualmente por ministros do STF e do TSE geraram incerteza jurídica e, de acordo com relatos recebidos pelos observadores, “puderam afetar a equidade em alguns momentos da disputa, favorecendo uma ou outra candidatura”. “A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos … parabeniza o povo brasileiro por sua participação nas eleições gerais realizadas no último domingo, 4 de outubro, em uma jornada cívica e pacífica”, diz o texto. 247 – A Organização dos Estados Americanos (OEA) identificou o que classificou como “ativismo político internacional” durante as eleições gerais brasileiras de 2026 e afirmou que esse movimento chegou ao ponto de incluir insultos contra uma das candidaturas.

🔎No domingo, ao fazer um balanço do primeiro turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ao ser questionado se houve ingerência externa, respondeu que não foi registrado pela Corte nenhum alerta de “interferência estrangeira” na votação. As afirmações constam do relatório “Missão de Observação da OEA – Eleições gerais de 2026 no Brasil”, divulgado após representantes da entidade terem atuado como observadores internacionais do processo eleitoral. “A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos … parabeniza o povo brasileiro por sua participação nas eleições gerais realizadas no último domingo, 4 de outubro, em uma jornada cívica e pacífica”, afirma o documento. De acordo com o texto, as semanas que antecederam a votação tiveram disseminação em massa de conteúdo falso. De acordo com o texto, as semanas que antecederam a votação tiveram disseminação em massa de conteúdo falso

Em relatório divulgado nesta terça-feira (6), o grupo pediu que atores nacionais e internacionais ajam com responsabilidade e respeito às instituições brasileiras e à vontade soberana da população. A OEA afirmou que retornará ao Brasil para observar o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. A missão, composta por 91 observadores de 23 nacionalidades, acompanhou o processo eleitoral em 21 unidades federativas, no Distrito Federal e em seis cidades no exterior. A organização também recebeu avaliações divergentes sobre as regras adotadas pela Justiça Eleitoral para combater a desinformação. Na noite anterior à eleição, um ministro do TSE negou o registro da candidatura e determinou que eventuais votos recebidos pela chapa fossem considerados nulos. Outro episódio citado envolve a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado.